Novena em honra da Imaculada Conceição

8ºdia

Maria, Rosa Mística

A Rosa como emblema mariano, foi ganhando raiz especialmente na Idade Média, ainda que já antes, a partir dos textos bíblicos, se menciona esta flor para expressar diversos conceitos de ordem espiritual. Assim no Eclesiástico (24,14), a Sabedoria, imagem de Maria, refere-se a si mesma com a seguinte expressão: «cresci como botão de rosa em Jericó». Na Ladainha Lauretana invoca-se a Virgem como «Rosa Mística».

São Boaventura, na sua obra Vida Mística, apresenta a rosa como figura da caridade. A rosa é chamada «a rainha das flores», devido ao facto de a sua beleza superar a beleza de todas as flores e é símbolo da caridade porque esta é a rainha das virtudes.

A rosa é aquela que possui de forma mais definida e esplêndida tudo quanto caracteriza uma flor. Igualmente, Nossa Senhora, no campo da vida espiritual ou mística, possui com mais esplendor tudo o que caracteriza a perfeição espiritual.

Dita flor representa a Paixão que Maria sofre com seu Filho. Segundo uma história antiga a rosa crescia no Paraíso sem espinhos e só depois do pecado do homem é que os adquiriu, conservando a sua fragrância e beleza. O pecado são os espinhos que só o Amor pode redimir! Nua de folhas, unicamente com espinhos, a rosa é símbolo de dor. Portanto, aplicada a Maria, a metáfora da rosa vem associar a figura da Virgem ao amor universal e ao sofrimento de seu Filho.

Por outro lado, as rosas e as grinaldas, que se formavam com elas vieram a ser elementos que começaram a tomar parte na piedade popular em torno a Maria, especialmente no mês de maio já desde a época medieval.