Formosura e capacidade da alma
Considerar a nossa alma como um castelo

PRIMEIRAS MORADAS

1. Formosura e capacidade da alma
Considerar a nossa alma como um castelo

Deus está presente em todas as partes pela sua imensidade:


-por essência: dando o ser a tudo o que existe;
-por presença: tendo diante dele todos os seres criados;
-por potência: submetendo ao seu poder todas as criaturas.

Neste sentido, sendo mais íntimo aos seres que a própria intimidade deles, Deus Criador está essencialmente em todas as criaturas, comunicando-lhes o seu ser natural: inclusive na alma de um homem em pecado mortal, num condenado ou num demónio.

A presença da habitação de Deus na alma é diversa de todas estas e acrescenta mais duas realidades à presença geral de imensidade:


- a Paternidade de Deus: fundada na graça santificante;
- a Amizade Divina: baseada na caridade sobrenatural.

A presença intima de Deus como Pai e como Amigo constitui a essência da habitação da Santíssima Trindade na alma justificada pela graça e pela caridade, para fazê-la participe da sua vida intima e divina, dando-lhe a plena possessão d'Ele e o gozo das Divinas Pessoas.

Se Deus não vivesse em nós, no mesmo instante ficaríamos aniquilados, porque é Ele que nos sustém o ser, mas de forma muito diferente quando nos sustém pela graça.

-A alma em pecado mortal, apenas a sustém "desde fora", se assim podemos dizer.
- Enquanto na alma em estado de graça, Deus senta-se como Rei de Paz, derramando sobre a alma muitas graças,...

Entrar dentro da alma é deitar fora as notícias e curiosidades que perturbam o silêncio, o recolhimento e a interioridade.