Espiritualidade Concepcionista

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Desposar-se com Cristo Nosso Redentor e fazer-se um só espírito com o seu Esposo Jesus Cristo.

Santa Beatriz desposou-se com Cristo Redentor, não desejando ser vista por ninguém, senão por seu Esposo, o Senhor Jesus Cristo , buscou a solidão e viveu em clausura perpétua, feita em Cristo, com Maria, hóstia viva para a salvação do mundo. (CG 60; R 1; 2; 29)

A nossa Ordem foi fundada com o objectivo de servir o Altíssimo,e honrar a Imaculada Conceição da Virgem Maria. Tem um carisma especialmente mariano.

A vocação concepcionista é pois um chamamento a dedicar a vida a Deus, em íntima união com Maria, contemplando a sua Conceição Imaculada. A Concepcionista deseja colaborar assim com a graça, através de uma vida monástica, escondida na Adoração Eucarística, na solidão e no silêncio, a fim de contribuir, conforme o desejo de Deus, para restabelecer a ordem original da criação: o diálogo do Homem com Deus.

A dimensão apostólica desta forma de vida, encontra-se no culto litúrgico ao Mistério da Imaculada Conceição de Maria, e na comunicação da presença da Mãe de Deus a todas as almas, fazendo-lhes perceber como Maria actua na vida espiritual de cada pessoa, introduzindo-a e elevando-a até ao mais alto grau de santidade.

Como vemos Maria

Maria é a Mãe, Mestra e principal modelo de santidade de cada Irmã, pelo que procuramos viver e imitar as suas virtudes no seguimento de Cristo. A Profissão Religiosa pela qual as Irmãs se consagram a Cristo, é também consagração a Maria. Tudo o que fazem por Cristo, fazem por Maria.

Veneramos e honramos de modo especial a sua Imaculada Conceição, pela qual foi predestinada para ser Mãe de Deus, convertendo-se assim num sacrário vivo e fonte de salvação para toda a humanidade. Ao honrar este mistério mariano, temos especial devoção pela pureza e humildade de Maria e por isso lhe cantamos todos os dias: “TODA BELA SOIS MARIA!”

"A Concepcionista, realiza o seguimento de Cristo a exemplo de Maria, no silêncio que facilita a escuta da Palavra, na obediência aos planos de Deus sobre o mundo e a própria pessoa, nas simples tarefas quotidianas da vida, na entrega generosa da capacidade de amar, do desejo de possuir, e da liberdade de dispor livremente da própria vida. "(C.G.13)

Clausura e vida oculta

Vivendo em clausura por amor a Cristo, as concepcionistas renunciam ao serviço imediato da promoção do homem e à presença física no mundo, pois o seu apostolado é a contemplação. Escondidas no claustro oferecem ao Pai as alegrias e tristezas, gozos e esperanças da Humanidade. Através da sua oração honram o povo de Deus e ajudam-no com seu exemplo , tornando presentes o novo céu e a nova terra, onde Maria se encontra em corpo e alma. A clausura da Ordem da Imaculada Conceição contém uma opção de silêncio que facilita a oração, a ordem, a paz e a unidade da pessoa para o encontro com Deus. 
( Cf. CG 15; 59; 61)

As Irmãs procuram ajudar as pessoas que contactam com o mosteiro: pela escuta, pela ajuda espiritual, acolhem grupos, sacerdotes, religiosos e seminaristas, para fazer um ou mais dias de retiro. Têm ainda a possibilidade de acolher e acompanhar as jovens em discernimento vocacional.

Porquê Franciscanas

Os Franciscanos sempre estiveram presentes na vida de Santa Beatriz, desde a sua infância. Os Franciscanos gozavam de grande influência na corte de então, e de modo particular na família de Santa Beatriz.

Os Franciscanos desde sempre defenderam o dogma da Imaculada Conceição, ou seja, a verdade de fé que diz que Nossa Senhora foi concebida sem pecado original. Naquele tempo, este assunto era muito debatido nas universidades e entre os intelectuais, embora para o povo esta verdade de fé fosse óbvia. Por estar tão ligada à Ordem de São Francisco, e ter recebido destes Frades a formação religiosa, no coração de Beatriz surge uma grandíssima devoção à Imaculada Conceição.

Saindo do Palácio de Tordesilhas, a caminho de Toledo, aparecem-lhe os Santos da sua devoção: São Francisco de Assis e Santo António de Lisboa.

Na hora da sua morte, também estavam presentes os Franciscanos que lhe deram o hábito religioso, e em suas mãos fez a profissão religiosa «in articulu mortis». Santa Beatriz confia a Ordem recém-nascida à protecção dos Franciscanos.

Ela tinha como director espiritual um Franciscano, Fr. João de Tolosa, ao qual pede que vá em auxílio da Ordem recém-nascida