Madre Ágreda

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Os primeiros anos...

A Ir. Maria de Jesus de Ágreda é provavelmente a Monja Concepcionista mais conhecida, em todo o mundo, desde o século XVII, pelos seus escritos, ensinamentos espirituais e extraordinárias virtudes. 
A sua vida foi um canto de louvor a Deus, um acto contínuo de entrega generosa para fecundar a Igreja e uma dedicação total à contemplação do mistério de Maria Imaculada.

Nasceu em Ágreda a 2 de Abril de 1602, no seio de uma família nobre e muito religiosa. Os seus pais foram Francisco Coronel e Catalina Arana.

Aos dezasseis anos, juntamente com a sua mãe e irmã mais nova, Jerónima, fez a sua profissão religiosa como monja Concepcionista, no mosteiro que construíram em sua própria casa.

O seu pai e os dois irmãos, Francisco e José, entraram no convento franciscano de Santo António da Nalda.

Em 1627 foi eleita abadessa, com apenas 25 anos, cargo que desempenhou até à sua morte. Mais do que os seus dotes de governo, importam as suas virtudes: humildade, penitência, obediência, pobreza e recolhimento.

Em 1643 encontrou-se com o Rei de Espanha, Filipe IV, que impressionado pela sua santidade e sabedoria, iniciou uma longa correspondência com a Ir. Maria de Jesus de Ágreda.

 

A Mística Cidade de Deus

Entre 1637 – 1643, por ordem da Virgem Maria, escreveu pela primeira vez a sua obra mais famosa: A Mística Cidade de Deus. Trata-se de uma ampla biografia histórico-teológica da Virgem Maria. Nela defende e desenvolve a teologia e espiritualidade da Imaculada Conceição. Esta grande obra mariana e mística, de uma sólida doutrina espiritual, contém princípios e afirmações, que séculos mais tarde seriam proclamados pelos Papas e pelo Concílio Vaticano II. A venerável Madre Ágreda foi chamada “Apóstola da Imaculada” pois os seus escritos contribuíram muito para a definição do dogma da Imaculada Conceição, em 1854, pelo Papa Pio IX.

No entanto, durante uma ausência do seu confessor habitual, um religioso de idade avançada, que o substituía, não achou bem que uma mulher escrevesse livros desse género e ordenou-lhe que destruísse os seus escritos. A Ir. Maria de Jesus Ágreda obedeceu e queimou o seu livro. Mais tarde recebeu um novo mandato do Céu, para voltar a redigir a sua obra, e com a mesma obediência, escreveu pela segunda vez o grande livro. A obra Mística Cidade de Deus foi publicada em 1670 e está traduzida em 15 idiomas.

 

Fama de Santidade

Outro dos acontecimentos mais extraordinários da sua vida, foi a catequização dos Índios do Novo México, através do dom da bilocação, sem nunca ter saído do Convento de Ágreda.

A Ir. Maria de Jesus de Ágreda faleceu no dia 24 de Maio de 1665, na presença do Ministro Geral da Ordem Franciscana, Padre Alonso Salizanes. O seu corpo mantém-se incorrupto e encontra-se no Mosteiro de la Puríssima Concepción de Ágreda, onde é venerado por numerosos peregrinos de todo o mundo.